
Reuniram-se, em julho de 1998, o prof. Gerson de Britto Mello Boson, o Dr. Marco Aurélio Lopes Boson, o prof. Luís Carlos Gambogi, e o Dr. Alexandre Alkmim Teixeira, com a decisão de criar um novo conceito de advocacia na capital mineira. Nasceu, assim, Gerson Boson e Advogados Associados, que posteriormente passou a ser designada Gerson Boson, Gambogi e Alkmim Advogados Associados.
Cada um de seus membros, com sua história, suas experiências, aderiram a um objetivo comum: prestar serviços advocatícios e consultivos de qualidade. Em 2004, logo após o escritório tomar nova sede no bairro de Lourdes, na capital mineira, faleceu o professor Gerson Boson, deixando saudades por parte de seus membros e, principalmente, exemplo de uma vida dedicada aos estudos e prática do direito.
O prof. Boson, piauense de nascença, adotou Minas Gerais como lar ainda na juventude. Lutou pela democracia e pelo engrandecimento do nome de Minas no cenário nacional. Seu primeiro livro foi publicado em 1957, intitulado "Curso de Direito Internacional Público". A origem da obra, e suas edições posteriores, foi entremeada por eventos pessoais e políticos de relevo nacional, como conta de próprio punho o prof. Boson:
"Depois de assumir a cátedra de Direito Internacional Público da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, projetei escrever trabalho sobre a matéria da minha responsabilidade docente, a ser publicado sob o título Curso de Direito Internacional Público. Este seria editado em dois volumes, o primeiro versando sobre a Teoria Geral do Estado em Direito das Gentes; e o segundo, os negócios internacionais e sua instrumentação jurídica, inclusive o estudo das organizações internacionais das mais variadas amplitudes, instituídas para facilitar a convivência e o relacionamento dos Estados na sociedade internacional.
Editado o primeiro volume do Curso, tive de interromper o trabalho, convocado que fui para atuar na vida pública do Estado.
Do posto de Procurador-Geral do Estado de Minas Gerais saí para ocupar o cargo de Secretário de Estado da Educação, e mais adiante, o de Reitor da Universidade Federal, de onde, afinal, por trama sórdida de um grupelho de professores da própria Universidade, macumunados com militares sem escrúpulos, valendo-se da podre repressão em que se afogara o Brasil naquela época, por ato simulado, todavia publicado no Diário Oficial da União, fui afastado do reitorado quando me encontrava ausente do País, a convite do Governo dos Estados Unidos da América, em visita a universidade daquela grande federação. Meus direitos políticos foram cassados.
O fato, pela sua estupidez e completa ausência de forma jurídica, traumatizou-me profundamente, causando-me, outrossim, constrangimento e dificuldades que me levaram ao campo da edificante mas trabalhosa militância de advocacia, em busca do sustento de minha família.
O meu retorno ao magistério, dez anos depois, com a Lei da Anistia, reacendeu meu entusiasmo pela pesquisa e pelos estudos universitários, mas agora com maior interesse pelos assuntos da Filosofia do Direito, de que também era eu professor titular naquela Faculdade de Direito, nos cursos de pós-graduação e, bem assim, na Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, onde continuo lecionando (2000)".
De formação humanista, em 1993, o Prof. Boson lança seu segundo livro, "Filosofia do Direito – Interpretação antropológica", galgando ampla aceitação dos estudiosos do direito, tanto que sua segunda edição foi editada logo em seguida, no ano de 1996.
Incansável trabalhador, o Prof. Boson retomou, ainda, seus estudos de direito internacional e lançou, em 1996, mais um título nesta seara, como complementação dos estudos realizados no passado, intitulado "Constitucionalização do Direito Internacional – Internacionalização do Direito Constitucional. Direito Constitucional Internacional Brasileiro". Ao falecer, em 2004, o prof. Boson finalizava a escrita de mais um livro, ainda inédito, acerca dos direitos dos homens.
O dr. Luis Carlos Gambogi, natural de Elói Mendes, sul do Estado de Minas Gerais, veio para a capital mineira na juventude, para cursar direito na tradicional Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Graduado no ano de 1979, adentrou, desde cedo, a vida pública. Em 1983 foi nomeado chefe de Gabinete do Secretário de Educação do Estado de Minas Gerais, onde permaneceu até ser eleito Deputado Estadual Constituinte no ano de 1986. A escrita da nova constituição estadual, de índole democrática, reforçou ainda mais as convicções do jurista que nascia. Ainda tomado pela dedicação ao engrandecimento do Estado, ocupou, durante os anos de 1988 e 1989, o cargo de Secretário de Estado de Recursos Humanos e Administração. Em 1991, assumiu o cargo de Secretário adjunto de Estado do Trabalho e Ação Social, onde permaneceu até o ano de 1994.
Resolvido a dedicar-se aos estudos e à advocacia, o Dr. Luís Carlos Gambogi assume, em 1995, a cadeira de professor da Faculdade de Direito da FUMEC, ao tempo em que ingressa no curso de mestrado em Direito na Universidade Federal de Minas Gerais. Concluído este estudo prefacial, ingressa incontinenti no curso de Doutorado em direito na mesma casa, logrando-se doutor em direito no ano 2004.
No ano de 2005, fez publicar primeira edição de parte de seus estudos intitulado "Direito: Razão e Sensibilidade", tratando da importante tarefa hermenêutica imputada aos operadores do direito. Atualmente está finalizando a escrita de seu segundo livro.
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"Ninguém conseguirá produzir ou fazer mercado sem que haja uma armação jurídica prévia que garanta tais operações. E, da mesma forma, também seria inútil uma armação jurídica sem os conteúdos materiais a que vise proteger. A normatividade jurídica é a forma, e o econômico, o conteúdo de uma mesma realidade: a realidade social" (Gerson Boson).